Terça-feira, Março 11, 2008

Vale a Pena Ler de Novo

Os dias parecem voar, e estou tendo uma confusão com o meu tempo. Definitivamente não estou conseguindo me programar direito. Embora esteja me esforçando. Desejo que em breve isso amenize. A faculdade também começou bem puxada, mas sinto que será um semestre muito bom, principalmente para o meu aprendizado. Enquanto a turbulência da minha mente não passa, dou vida novamente à série "Vale a Pena Ler de Novo", e republico um texto meu de 2006. Nele faço uma crítica sobre a busca do amor perfeito, o amor idealizado, o estereótipo que cada um quer pra si, para amar. Bem, quem não leu, espero que goste, quem já leu, vale a pena reler.
Até mais.



Em Busca do Estereótipo Perfeito
(Originalmente publicado em 31/10/06)


Estereótipo.
Se nós buscarmos no dicionário seu significado figurado, leremos: Opinião preconcebida, difundida entre os elementos de uma coletividade; Seria como definir todos os seres humanos em apenas uma pessoa. O ideal de todos nós ou de um grupo social em especial. Pois bem, seguindo esse fundamento, percebemos que a busca por um amor reflete bem o que digo. É fato. Todos, ou a maioria anseiam encontrar um amor. Um amor perfeito, daqueles de cinema. Essa busca do estereótipo perfeito está condicionada ao fato de facilmente nos atrairmos pela estética, pela beleza, e sinuosidade da pessoa. Ora, hoje em dia boa parte das mulheres ainda espera um príncipe encantado, montado em seu belo cavalo branco (por que tem que ser branco?), alto, loiro, olhos azuis e “sarado”, ou então um moreno alto, bonito e sensual. E mais do que isso, espera-se um príncipe romântico e que saiba cuidar e lidar com uma mulher. Ou seja, o estereótipo ideal.

Confesso que a preocupação da mulher em encontrar um homem decente e capaz de amá-la da forma mais sublime possível, com muito amor é admirável. Entendo sim que no fundo elas buscam realmente um amor verdadeiro, um amor para o qual possam se doar, se deleitarem e serem felizes. Mas uma coisa é certa, muitas vezes não é o estereótipo da pessoa que faz a mulher ficar apaixonada, pelo menos não inicialmente. O coração é um mistério, portanto, não se escolhe gostar de alguém, o amor simplesmente acontece, esteja aonde for, com quem que seja. O amor é muita mais que estereótipos ou desejos interiores, o amor é sublime, é pureza, é sentimento. A busca pelo par perfeito não está relevante ao fato da beleza exterior dos dois e sim de suas complementações sentimentais, comportamentais e espirituais.

Não nego que beleza por si só ajuda muito, mas creio em dizer que nem toda beleza sustenta um grande amor, se não houver cumplicidade, confiança, sentimento verdadeiro, e um grande amor mútuo entre os dois amantes. Às vezes você mesmo deseja pra si uma mulher/homem de um jeito, que faz o seu tipo, mas na hora, acaba gostando do contrário ou um pouco diferente. Ou então, reprime os “galinhas”, os cafajestes, mas acaba gostando de um, um que te trai que faz "gato e sapato" e que não dá a mínima pra você, a não ser por conveniência. Não é verdade? Eu sei porque conheço quem viveu e ainda vive situação parecida.

Pois então o que há de errado? É preciso atentar a isso e buscar nas pessoas que realmente lhe amam a sua felicidade; porque felicidade é algo que todo mundo merece ter. E que seja com a pessoa certa, uma pessoa única e com seu valor especial, não aquela encaixada num determinado padrão. Tem que ser uma pessoa que te dê atenção, seja fiel, companheiro, compreensível e que te ame da forma que és, que tem defeitos, tem, mas que tem muitas qualidades também. Nada mais. Tudo bem, isto já um estereótipo... Mas não o perfeito idealizado, e sim o que você ama, o perfeito para si.