Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007

Vale a pena ler de novo

Meus amigos, estou vivendo dias tão conflituosos, vocês nem imaginam. Estou bastante ocupado devido à faculdade, com suas respectivas atividades e trabalhos, além de minhas responsabilidades profissionais. Hoje republico um texto meu que postei há um ano. Agora terão a chance de conhecê-lo. Nele falo um pouco sobre a história da escravidão, de forma bastante sintetizada. Foi um dos poucos textos que realmente me aprofundei no assunto, por estar na época, passando uma novela de época, e que me indignava com esse ato horrendo. Infelizmente não tenho texto novo, aqui, me perdoem novamente. Porém no outro blog, Despertar da Vida, postei o terceiro capítulo do conto Sedução. Podem ir lá clicando AQUI.
Meus carinhos.


Correntes de Sangue
(originalmente publicado em 06/02/06)


É fato que a escravatura em tempos antigos era algo vil e desumano, e feria todos os códigos morais e humanos que temos hoje. Também é fato que era algo legalizado, prática comum a civilizações (entre elas, colonizadoras) que precisavam de um suporte econômico - afinal a mão-de-obra era toda provinda deles. A escravatura no inicio servia para ajudar a governar e desenvolver os continentes, mas logo percebeu-se que podia se aproveitar mais com isso; diante disso o comércio de escravos virou rotina e lucrativo. Apesar de seu extremo valor comercial e por mais que fossem muito úteis o seu rendimento era baixo, visto que trabalhavam desestimulados, sabendo que não teriam propriedade sobre a produção e não teriam um aumento no bem-estar. Eram bichos, mercadorias, cujos donos podiam fazer o que bem entendessem sobre suas cabeças. É claro que sua origem étnica (negra) fortalecia o repudioso preconceito racial, e que seus comerciantes (brancos) eram auto-denominados superiores (o que é um absurdo). E a notória crueldade como tratavam o escravo era repugnante e horripilante. Por que deviam ser escravos? Porque eram inferiores? Por serem negros? A resposta, por mais que seja horrível (sim era por serem negros) só denota que o ser humano pode ser tão perigoso quanto um animal feroz. Infelizmente é uma dura realidade. Esse domínio sobre essas pessoas com o tempo foi causando muitas revoltas, e os movimentos abolicionistas vieram com força total. O brasil foi o último país das Américas a abolir a escravatura, e parte por pressão da Inglaterra. A história da escravidão é repleta de muito sangue, que foi jorrado por homens sem almas, autoritários, desumanos, que se julgavam melhores por serem de cor clara. Hoje na atualidade não muda muito a situação preconceituosa (apesar de ter amenizado em relação a tempos antigos) com humanos de outra cor. E desejo mesmo que o ser humano entenda de uma vez por toda que a cor não faz a pessoa, o que faz são suas idéias, caráter, atitudes, os ideais, seus valores pessoais, e acima de tudo sua integridade e honra. Muito triste mesmo saber que a história está manchada dessa maneira.

Sábado, Fevereiro 17, 2007

Coisas bonitas


Adoraria falar sobre coisas bonitas, tocantes e emocionantes. Ser detalhadamente intenso e mostrar a beleza no flutuar das letras. Porque todos gostamos de coisas bonitas, daquelas que enchem de paz o coração, nos mostram realidades, e nos fazem abrir os olhos muitas vezes. Coisas bonitas que podem ser bastante incentivadoras, elevadoras de estima, carinhosas; ou remédios para dor de cabeça, traços de caneta, músicas tocando, doces de festa junina ou laço em cabelo de mulher. As coisas bonitas perdem-se nas folhas caídas ou levadas pela força da brisa, se enxugam pela areia fofa, aquietam-se pelos cantos de sabiás, ou se sustentam nas asas de um beija-flor. Dormem nas cobertas da noite, acordam juntas com o nascer do dia, nascem nos jardins, morrem no sorriso e afloram-se em corações humanos.
Queria poder contar, pintar, pensar, fazer, receber, dar coisas bonitas. Coisas que iluminam corredores escuros de nossa alma; desobstruem as ruas da ignorância, que limpam o pensamento racista, e que dá paz a um mundo caótico. Queria poder plantar coisas bonitas e colher bons frutos da amizade, da felicidade, da sinceridade, e generosidade, além de muita saúde. Coisas bonitas, que se escondem no arco-íris, no olhar infantil, apaixonado, amigo. Que são slogans de empresas, ingredientes de um bolo, folhas de um caderno, matam sede e satisfazem a fome.
Queria poder falar de coisas bonitas de forma mais bonita, não para agradar, mas para sentir-me bem. Poderia compor um poema bonito, ouvir uma música bonita, emocionar-me com coisas bonitas ou admirar uma linda pessoa. As coisas bonitas esvoaçam-se pela respiração, se embriagam com as emoções, com os sofrimentos. Pulam pequenos abismos, vestem-se das roupas do destino, fogem dos maremotos da intolerância, pacificam-se nos olhos de uma criança.
Coisas bonitas podem estar até nas coisas feias, nos avessos da imaginação, no escuro da concepção, na cegueira do cego, na pintura de um afresco, no flerte de dois jovens.
Amaria ter todas as coisas bonitas, senti-las, admirá-las, enquadrá-las, tê-las como companhia...
Mas eu jogaria todas as coisas bonitas fora para simplesmente ter a companhia de uma mulher. Porque uma mulher guarda consigo as coisas mais bonitas do universo.




-
Gentem...
Vou ficar devendo ainda o 3º Capítulo do conto "Sedução". Ando um pouquinho sem tempo, espero que me perdoem. Mas quem não leu 2º capítulo ainda, eu convido para dar um passeiozinho por lá. Ficaria enormemente feliz. Só clicar na imagem.
Bom Carnaval a todos.

Domingo, Fevereiro 11, 2007

Caminhos de um ideal


É com suavidade que percorremos os caminhos da nossa vida. Sublimes, incautos em nossas limitações, às vezes caímos em abismos. Porque somos seres humanos, propensos a erros e enganos. Também calmamente olhamos cada horizonte e nele tentamos enxergar soluções para nossas dúvidas, luzes em nossos corredores escuros, e flores para o nosso jardim, escolhas para um ideal, sonhos para concretizarmos, uma vida para ser vivida. Capacitados na arte de amar, muitas vezes esquecemos de amar, o próximo; de cuidar, do próximo; de respeitar, o próximo; de ser o próximo; de ter o ser dentro de nós...
Inerentes na arte de pensar, de deduzir, e de refletir, elaboramos sempre visões pessoais, aspectos característicos do que tocamos, sentimos ou vivenciamos. Porque somos sensíveis, desconhecidos no conhecido, porque somos desbravadores, visionários e eternos vencedores. A vida nos ensina muita coisa valiosa, mas a valiosidade está em cada coisa simples que possamos fazer e notar. Deveríamos nos emocionar com cada brisa, cada olhar, cada conforto oferecido, e cada amizade adquirida. Paramos sólidos na percepção interior, eletrizados com cada descoberta. Andamos sob nuvens de ilusões, à fronte de rios de aprendizados, sobre a terra fértil dos sentimentos verdadeiros, sempre passando ao redor de lindas flores da doçura, e árvores de sabedorias, recheadas com seus frutos, aos quais sempre devemos colher. O ideal nunca nos é óbvio, nunca sabemos o que devemos ser ou seguir. Nos reflexos de nossas angústias, escondemos alguns brilhos, deixamos de escutar o inaudível, nem detectamos o óbvio.
Felicidade que é felicidade podemos ter, sem muito que fazer, mas bastando perceber o que está ao nosso redor, ou até mesmo na frente de nossos olhos. Não nos deixemos cegar por meras ilusões, discussões ou enganações. Despertemos o coração para a vida.
Se existe um ideal a seguir e cumprir, só o nosso mais profundo realmente sabe. Se temos que seguir uma filosofia, isso vai de cada um. Se deixamos, ou queremos ter amor, vamos deixar e vamos ter. Porque lutamos por um ideal, por ideais, por escolhas e particularidades. Somos seres humanos e estamos destinados à um final feliz...
Não esquecemos de pintar nossa alma e plantar um jardim dentro de nós e seguir um caminho. Um caminho que cada um constrói.


-
Meus amigos: O conto "Sedução" já tem o seu 2º capítulo.
Basta conferir indo no Blog "
Despertar da Vida".

Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007

Meu Oculto Desejo


Queria amar como muitos amam, da forma mais liberta e prazerosa, e saber quando estão me amando para poder retribuir o mesmo amor. Meu modo de amar é oculto, também um oculto desejo, misterioso e imperceptível. Sofro ao perceber que devo ser diferente, devo ansiar, brigar e ter atitude, a atitude corajosa de ir em frente, se declarar, verbalizar todo o meu romantismo preso, tímido e admirável à pessoa que amo. Meus amores são sempre pessoas próximas e distantes ao mesmo tempo, e desconhecidas de corpo e alma, e latejam em meu coração com força sem igual. Amar uma mulher é novamente ter dor, a dor de saber que ela não me quer, ou a dor de saber que não fiz nada, não briguei por ela ou perdi a oportunidade. Penso que eu aja e seja errado, um avesso da minha ideal percepção, do meu ser que deveria ser o correto. Erro sem arriscar, e arrisco quando não há mais chance.
Não sei amar, e timidamente amo sem pensar, sem floreios ou certeza, sem crise ou desconfiança. Geralmente nunca falo que amo, escondo para mim os meus sentimentos, com o medo de que possa sofrer no futuro. Erro sem saber, de uma forma que não consigo nada. Se bem que às vezes prefiro arrepender-me de ter feito, do que não o ter.
Desejo ardentemente amar e ser amado, poder transbordar toda minha sensibilidade nos braços de uma mulher, expulsar de todo o meu ser todo o carinho e afago que tanto guardo e saber escutá-la, dizer palavras bonitas, e oferecer-me meu colo, meu beijo e minha atenção. Pode parecer piegas, mas adoraria levá-la para passear, andar de mãos dadas, tomarmos sorvete juntos ou assistirmos um cinema. Mostrar a beleza do céu estrelado, da lua mágica, da luz do dia, poder dizer o quanto ela é especial para mim, ou com uma flor demonstrar o meu amor enraizado. Poder fazer de cada instante, grandes momentos, e torná-los especiais, inesquecíveis. Queria sorrir pra ela sem motivo, admirar sua presença, sua beleza e sua imensa simpatia. Queria ser alguém diferente de mim.
Desejo do fundo do meu coração, ter a atitude de chegar à sua frente e dizer: EU TE AMO!

Sábado, Fevereiro 03, 2007

Criança de ontem


Queria poder hoje novamente ser criança de ontem, ter minha infância tenra, junto com a inocência, a pureza e toda simplicidade. Brincar, pular e saltitar sobre pedras, riachos, ou olhar os pássaros alimentando seus filhotes. Ralar o pé, a perna e me machucar jogando bola. Chorar, por motivo nenhum ou por dengo. Desenhar em meus cadernos ou no caderno de receitas de mamãe. Novamente correr junto de amigos que nunca mais vi e que se foram. Poder lembrar de cada rosto e traduzir dali toda a alegria e satisfação de tê-lo como amigo. Esquecer um pouco das tarefas, sumir e ir ao parque para divertir-me no balanço ou no escorregador. Comprar pipoca, balinhas ou dindins e picolés, e me deliciar sem fim. No fim ouvir de mamãe: “filho, vai escovar os dentes”. Jogar videogame, invadir quintais, pular a cerca, fugir de cão bravo e ouvir: “sai fora moleque”. Subir em árvores, catar frutas no pé, brincar na chuva, admirar o pôr do sol. Jogar queimada, brincar de esconde-esconde, cai no poço, amarelinha, adoleta, ou de polícia-ladrão.
Enamorar-me, sorrir displicente, andar de mãos dadas e imaginar que o sol aparece 1h da manhã. Que faz catecismo, participa de coral e vai à Igreja todo domingo. Ser novamente essa criança que chora à toa, que cata moedinhas, que coleciona carrinhos. Queria ser a criança de ontem para poder vislumbrar a vida sem malícia, e que não conhecia msn, orkut ou blog. Aquela que pisava descalço, em prego, ou que quebrava o pulso. E que aos poucos conhecia o mundo e suas belezas.
Queria ter novamente aquele brilho no olhar, aquela força, energia e vigor incansável. Ter os dentes de leite, e o sorriso com janelinhas. Ainda não gostar de música, de feijão, e que tinha medo de andar de bicicleta. Que ainda tinha a cachorra lassie, que era alvo de brincadeiras dos três irmãos mais velhos.
Queria ser a criança de ontem, para ser menor e meu mundo crescer...


-
Amigos, no meu outro blog dei início a um conto dividido em capítulos.
É outro tipo de escrita que estou investindo: a de contos.
Convido a todos irem lá. Basta conferir clicando AQUI.
Outra coisa. Para não restar dúvidas, esse aí na foto sou eu. hehe
abraços a todos.