Terça-feira, Janeiro 30, 2007

A solução está em nossas mãos


Ao invés de procurarmos respostas ou tentarmos entender, devíamos abrir os olhos e ver o quanto realmente a paz significa. Já dizia Buda: “a paz vem de dentro de ti próprio, não a procures à tua volta”. Porque ela é consequência do grande amor da pessoa. Se a pessoa tem amor, um amor generoso, que abraça e afaga, sente-se bem dentro de si, ela tem paz. Se cada um respeita seu próximo, é compreensível, sincero, fraterno e íntegro, todos temos paz.
Não existem fórmulas para encontrarmos paz, existem caminhos, possibilidades, escolhas. São as escolhas que determinam se entramos realmente no caminho certo. A violência é realmente lamentável, mas ela só ameaça a todos, porque permitimos que ela se alastre. Ficar parado, vendo tudo acontecer não vai mudar essa situação.
Não adianta-me chegar aqui e dizer coisas bonitas, e dizer sonhos ou esperanças, só por falar. Todos queremos ver as coisas prontas, e ninguém sequer cogita tentar fazer o bolo. Só pensamos na hora em que ele ficará pronto para poder saboreá-lo. A triste realidade nos mostra que esperamos a paz, sonhamos com um mundo melhor, onde podemos viver com dignidade e alegria, unidos no amor, mas que pouco nos movemos para que isso se concretize.
Também sei que é uma luta difícil, e que precisa muita determinação e coragem, mas nada nesta vida é fácil. Pense em quantos gandhis ou budas morreram pregando a paz, a harmonia, a serenidade. Morreram por um ideal, espalharam mensagens e tentaram curar a mente de muitas pessoas, afundadas na cegueira, na incredulidade, mesmo tendo que enfrentar fortes represálias.
Não é impossível alterarmos o curso do rio. É importante respondermos sempre com amor, principalmente com os nossos inimigos. O amor ultrapassa barreiras, horizontes. A paz só virá se cada um compartilhar a paz que tem dentro de si. A não-violência precisa vencer a violência. Para mudarmos essa situação, basta que olhemos para nós mesmo, para percebermos que a solução está em nossas mãos.



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Este texto eu escrevi como proposta de uma blogagem coletiva. E quem me convidou foi o Lino. Consegui driblar um pouco a falta de tempo e o fiz. Apesar de acreditar mais em ações do que em palavras, senti necessidade expulsar umas coisas que vêm dentro de mim. Além de que o meu texto serviu para uma auto-crítica.
Paz a todos e um excelente Fevereiro.

Sábado, Janeiro 27, 2007

Ó dura verdade

Pois é, muitos acham que estou inspirado. Ouço palavras legais, amigas e sinceras e até me emociono. Não acho que esteja tanto assim. Os textos de janeiro foram escritos assim no esforço, com o grande amor pelo Blog e pela escrita agora. O último texto do Diários de Bicicleta, escrevi ainda em dezembro, pra vocês verem. Ando meio atribulado com o trabalho. Quer dizer hoje estou mais calmo, mas sem Internet no serviço nem posso adiantar umas coisinhas. Aqui em casa estou tendo pouco tempo, e quando tenho meu irmão tá aqui no msn...
Outra coisa, não sei porque meu último texto lembrou o Caçador de Pipas (alguém me explica). Alguns disseram isso. Mas sei lá, me deu curiosidade de ler esse livro, que é líder em vendas certo? Ruim é que falta grana... poxa.
Estou cansado, semana que vem retorno à facul, ou seja, tempos complicados, é isso aí. Terei menos tempo ainda.

Pois é, a verdade é que queria ter mais inspiração... O fato é que não estou tendo tempo para me concentrar e me reservar a escrever algo decente. Tenho muitas idéias, mas...
Mas ainda tenho boas previsões para o ano. E a cada dia gosto mais do blog. Principalmente dos novos amigos que surgem. Isso é muito bom, acreditem. Agradeço a cada um.

Bem, acho que o próximo texto será melhor. De vez em quando preciso desabafar um pouco, aff.
Vou ali tomar uma ar. Até breve meus amigos.

Quarta-feira, Janeiro 24, 2007

Diários de Bicicleta

Tempos de Escola

E eu a peguei firme, com confiança. Apertei minhas mãos e suspirei. O vento seria minha parceira agora, o sol meu tormento, as nuvens seriam como mães carinhosas, as chuvas, obstáculos e o trânsito meu maior inimigo.

Julho. Ano 2000.
Meu pai comprara uma bicicleta para mim, para com ela eu ir para a escola. Era meu sonho. Tanto pelo fato dela me facilitar muito minha locomoção quanto pelo enorme prazer que teria em pedalar. Eu estudava num colégio perto do centro, e ficava bem distante de minha casa, portanto era inviável o deslocamento a pé. Precisava pegar um ônibus, mas a situação financeira na época era delicada para nós, e eu nunca fui fã de ônibus.
Durante o primeiro semestre do ano ia de carro, meu pai me levava e meu irmão me buscava quando voltava do trabalho. Mas às vezes ele atrasava, chegava tarde, e odiava esperar, na verdade até hoje não gosto de depender disso. Foi complicado, e por várias vezes voltei a pé pra casa, ou quando tinha dinheiro ia de ônibus.
A compra da bicicleta me deixou muito feliz. Eu já gostava de pedalar, depois de adquirir ela então amei mais ainda. Eu ia para a escola com prazer. Eventualmente acontecia algo, uma chuva, um pneu furado, outros imprevistos, mas que mesmo que me deixassem extremamente impaciente, depois ria muito do fato.
Ir para o colégio não era a melhor parte, confesso, porque enfrentava o sol da 1h, e aqui o sol é de rachar. Chegava super cansado e ensopado, mas fazer o quê? Era o preço que tinha que pagar.
Mas sair do colégio no final da tarde era muito bom. O sol saindo de cena deixava o ambiente mais fresco e mais gostoso. Pegava um vento na face, desviava por caminhos que nunca pensei em passar, parava, olhava o ambiente, contemplava, depois continuava a pedalar. Os carros, as motos e o trânsito infernal eram verdadeiros inimigos (até hoje). Pedalava solto, calmo até minha casa. Era assim todo santo dia.
Era prazeroso ir para a escola. Era prazeroso estudar.



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Para quem sentiu falta do outro blog, também atualizei-o.
Lá consta um pequeno poema. Basta conferir
AQUI.
Abraços a todos.

Sexta-feira, Janeiro 19, 2007

Deixo-me ir

Solto, leve, deixo-me ir à brisa do momento, extasiado, na margem do sossego. Espaireço na calma, contemplo, sorrio, dou piscadelas sólidas para os gracejos da vida. Descubro-me, me escondo. Dou pegadas fortes, mas que sozinhas se apagam. Faço de cada gesto um dom ganhado, mas oferecido. Centro-me para perceber toda a beleza e o brilho das folhas balançando, sem muita perspicácia, mas muito audaz, cúmplice de cada sopro do destino. Me interno exteriormente, salvo meus brios, minha hombridade e minha coragem. Deixo-me em cada gota de água resvalada, e faço meu sangue correr furiosamente, me lancinando em sofreguidão.
Ando sem compromisso, percorro ruas sem mesmo estar lá. Adianto meu relógio, meu tempo e me dou “stop”. Deixo-me ir à força de cada sentimento, de cada pensamento e em todas as incertezas que viram certezas. Me jogo no chão da austeridade, engulo palavras mal ditas, desfaço novelos mal-feitos, e enrolo-me no olhar da virgem. Despedaço os resistentes cristais falsos, e reconstruo os frágeis verdadeiros. Deixo-me ir ao mar das emoções, na ventania dos risos, no andar do momento...

Eu piso nas franjas do mar e deixo-o me devorar...


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Obs.: 100ª postagem. Não é pouco né? Já posso dizer que aqui tem uma centena de pensamentos (risos). E para propósito de curiosidade, andei sem tempo esses dias. Bem, mas vou me deixando ir...
Abraços a todos.

Sexta-feira, Janeiro 12, 2007

Limiar de um olhar


"Só se vê com o coração. O Essencial é invisível aos olhos"
(Antoine de Saint-Exupery)

O leve engano que as pessoas cometem é o de querer enxergar com os olhos o que só o coração vê. Existem coisas na vida imperceptíveis à visão humana. A grande beleza está além do firmamento que vemos, no filhote que ainda não nasceu. Ou no vôo ainda não alçado. Coisas simples da vida estão pintadas em cada curva do destino, ocultas. Se tivermos sensibilidade bastante poderemos sempre ver o lado bonito. Aquele que realmente tem importância.
Quando vejo a floresta não vejo só a floresta, percebo ali cada animal que o habita, cada pássaro que o sobrevoa, busca se alimenta, e viver. Por isso acho tão cruéis os desmatamentos.
É muito fácil se irritar com comportamentos hostis, ou indiferenças de algumas pessoas, ou julgar erroneamente pela aparência. Procure olhar o mais profundo daquele ser, mas olhe com o coração. Perceberá que todos têm um jardim espesso em sua alma. Apesar de algumas vezes ainda está oculto até mesmo para aquela pessoa. Veja o que está além do entendimento, procure ler o coração das pessoas, tente enxergar no escuro, feche os olhos e verá uma grande paz.
Muitas vezes, um cego vê muito mais que nós. Admiro e tenho muito respeito pelos deficientes visuais. Eles lutam muito, e sou consciente da dificuldade que passam, em relevância à discriminação e outros tipos de preconceitos. Mas apesar de tudo, a cegueira faz com que eles apurem mais os sentidos, além de que eles têm muito mais facilidade para visualizar com sensibilidade tudo o que nos rodeia. Porque eles vêem com o coração.
Precisamos encontrar esse limiar, e tornar nossas contemplações infinitamente mais belas. Assim é, e sempre será. Feche os olhos e descubra por si só.



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Blog Despertar da Vida Atualizado.

Segunda-feira, Janeiro 08, 2007

Dentro de cada um

Muitas pessoas param suas vidas porque não suportam mais o mundo onde vivem. Simplesmente fraquejam perante as adversidades da vida. Se esquecem por comodidade a preciosa vida, a luta pela felicidade. Deixam-se abater pelo transtorno, pelo obstáculo presente, e tudo passa a ficar gigantesco ao seu redor, mais difícil de penetrar. Com isso vêm frustrações, medos, injúrias, sofrimentos e muita infelicidade. Muitas inconscientemente nem notam, mas simplesmente morrem, perdem suas fichas, fecham seus olhos, apagam seus brilhos. Tornam-se parasitas de um mundo cão. É lastimável tamanha situação. Hoje percebo o quanto isso é horripilante. Mas o que mais preocupa é justamente a auto-estima baixa. Se só tivermos pessoas fracassadas, desiludidas e fracas, o que será do mundo? O que precisamos fazer entender é que o mundo foi feito para se viver. Mas lembrando que ele é conquistado e não ganhado.
Pensar que o céu vai voltar a brilhar só porque quer é ilusão. Não se pode querer que uma árvore cresça, sem semeá-la. Isso é besteira. Esperar que ela dê fruto, se mal brotou é outra maior ainda. É preciso semear para que ela nasça, cuidar, regar e esperar com paciência, ela crescer e dar frutos. Não se pode desejar obter algo, se não faz nenhum esforço para obtê-lo. Nesta vida nada vem fácil. É preciso luta e muita vontade de seguir adiante.
As pessoas esquecem que o bem mais precioso está dentro de cada um. Toda pessoa guarda em si um brilho. E ela é única e especial. Todos são capazes, eficientes e talentosos. Cada um tem mãos para cultivar suas plantas. É preciso muita garra, muita fé, determinação; e o mais importante, não se pode desistir nunca. Principalmente quando se encontram obstáculos, ou se fracassa ao cruzar um. Importante ter força para resistir, mas coragem para seguir em frente. É a eterna busca pelos sonhos, pela realização, e concretização de metas, e conquistas. Não basta querer, mas agir. E o que impulsiona as pessoas são elas mesmas.
Então, cultive a flor que tem dentro de si, e descobrirá o quanto você realmente brilha.




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Quinta-feira, Janeiro 04, 2007

Com Aroma de Flor


Estou inebriado. Esse início de ano está bom, está cheirando a flor, e, portanto, como amo flores, e já cheguei a falar em outra ocasião do meu fascínio por elas, estou adorando. Bem, adoro esse perfume no ar, esse contentamento, essa alegria, essa energia, me dá uma sensação incrível de liberdade. Os dias recentes estão bonitos, suaves, mais vermelhos, mais vívidos e agradáveis. Apesar de ter me revoltado com o descaso da prefeitura à uma escola do município, que por estrutura ruim desabou no início de outubro (pois é, desde esse tempo), ferindo muitos alunos, procuro não me abater muito. Até hoje não moveram uma palha. A um mês para começar o ano letivo, está tudo lá, destruído, e pior a estrutura toda do colégio está em risco. Só construindo outra. Infelizmente veremos muitas crianças sem poder assistir aula. Lamentável.
Bem, irrelevante a isso, caminho firme em dias tão perfumados e coloridos. Não sou de sair muito, mas me enfeitiço com a vida, com tudo ao redor. Vou ver se esqueço um pouco o cansaço que o trabalho está me causando, e a saudade apertada de muitos amigos meus da faculdade. Vou ver se inspiro mais o perfume da vida. Bem, feliz estou, ao menos mais feliz que antes. É como eu disse, início de ano sempre me deixa com um bom alto astral. Isso tudo me sacia. Está tudo correndo bem.
Bem, vou sentir mais esse aroma de flor, dessa leveza e dessa frondosa vida, na varanda em frente à minha casa, sentado na cadeira de balanço. Ah como é bom, fresquinho e aconchegante sentir essa liberdade. Quer vir comigo?



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Blog DESPERTAR atualizado.
Lá onde você descobre um outro eu. Um eu poeta-contador-de-histórias.
Confira! Só clicar na imagem.

Segunda-feira, Janeiro 01, 2007

Eu a pensar

Novamente estou aqui, propenso a divagar, sem rumo, sem pretensão de uma coisa melhor, preste a pensar, sem forma louca, resumida, escolhida ou esquematizada. Não estou triste, nem um pouco, mas paro para pensar, em tudo ao meu redor, ou em mim neste redor. Não queria pensar que fui um fraco às vezes, nem forte; muito menos me ludibriar pensando em planos. Simplesmente estou iluminando a minha mente um pouco. Penso na alegria, na sede de vitória, no sonho realizado. Eu penso diariamente no meu melhor, no que está por vir, ainda mais agora. Não deixo um minuto passar, sem relembrar fatos bonitos, marcantes, e tudo que me faz sorrir, me sentir bem. Nem deixo escapar da minha boca, palavras sem sentido, nem da dor gritos, nem da mão a bravura. Sou soldado de minha vida, sou evolução do meu próprio ser. Apenas sinto o que estás aos meus pés, e olho ao horizonte e percebo o quão bela é a borboleta que pousa docemente nas relvas floridas, assim como a fruta fresquinha balançando no pé. Como pode Deus estar tão perto e ao mesmo tão longe. Penso na conquista, no sorriso, no aprendizado e nas escolas. Sou professor, sou aluno, sou mensageiro, sou tudo e sou nada.
O que penso então de cada dia, de cada novo olhar, de um novo renascer um morrer? Será que penso no fim? Mas o fim também significa começo. Penso em cada minuto seguinte; mas quando percebo esse minuto já passou. Pairo a pensar no amanhecer, no despertar, na nova vida que irá surgir, e nesse novo ano que se emergiu. Só resta um pensar então. Vou deitar e dormir para sonhar.



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Hoje começo 2007. Começo feliz, e de cara nova. Sinto que esse ano vai ser muito bom. Um excelente ano a todos.
Meus carinhos.