Sábado, Junho 30, 2007

O Vento ainda sopra... Mas em outra direção.


Bem, não sou mais o mesmo de antes, graças a Deus. Isso parece soar como uma faca de dois gumes, mas num posso fugir da realidade. Desde os primórdios do blog até dado momento mudei muito. A própria escrita me ajudou. Mas o tempo, as amizades conquistadas, a vida vivida, os caminhos percorridos contribuíram para que o curso do rio mudasse. E acerto em dizer que alterou para melhor. Sim, eu me vejo há dois, três anos atrás e não me conformo. Mas ainda bem que mudei. Relendo textos antigos percebi o quanto era (ou o quanto eu era mais...) amargurado, frustrado e triste. Não acredita, pois bem, era assim. Dentro de mim havia muitas feridas, mas feridas essas que só eu entendia. Eram feridas íntimas, de caráter pessoal. Claro, nem tudo eu contei, mas me abri um pouco.
O fato é que eu era feliz, só o que me preocupava era o fato de não enxergar isso ou fingir. Tudo bem, ledo engano, hoje me arrependo de não ter vivido como deveria ter vivido.
Pois bem, a minha aparente tristeza (?) chegou ao ápice quando tinha 18 anos, poucos amigos, nenhum amor, desempregado, sem estudar. Mas o que eu era santo Deus? Hoje percebo o quanto era cego, ignorante do mundo ao redor, e de tudo que me cercava. Eu reclamava, pedia, lamentava, chorava e no fim me sentia muito mal. As pessoas nem notavam, sorria a todo instante, não demonstrava. Bem, sou assim, prefiro mostrar meu sorriso, a pessoa que me vê ganha muita mais. Mas dentro de mim não podia me enganar. Eu vivia momentos tensos, que me marcariam pra sempre. Lutava por um utópico amor platônico, que no fundo só me desgastou e me feriu mais. Hoje sei o quanto perdi tempo. Logo depois vivi um amor que não era amor, eram apenas beijos sem sentimentos. Larguei. Três anos sem estudar, trabalhando com pessoas estranhas, num ambiente de desrespeito, tentando lidar com a falta de valorização e certos abusos (ainda trabalho nesse lugar. Afinal emprego hoje em dia...). Vivendo dias chatos, inebriantes, estudava quando dava pra concursos, e para o vestibular da federal que nunca passei. Portanto vivia sem pretensões.
O ano de 2005 deu uma guinada, foi ele que fez abrir meus olhos. Fiz um cursinho pré-vestibular, angariei amizades únicas, de infinito valor, deslumbrei dias intensos e muito significantes na minha vida, mudei muito meu jeito de ser, comecei a dar passos mais firmes, criei meu blog, ganhei uma bolsa do prouni, o sol sorriu mais pra mim, ou na verdade, apenas enxerguei o que não queria ver. 2006 comecei a faculdade, e me rendi a felicidade. Novos amigos, novas experiências, mais amadurecimento. Um ano inesquecível. 2007 nem se fala, um ano que ainda tem tudo pra marcar mais que os anteriores. A faculdade? Vai bem obrigado. Os novos amigos também. Só o que lamento é no trabalho, que a cada dia desanimo a trabalhar lá. Vários fatores, entre ambiente desagradável, desrespeito e salário. Bem, estou à procura de outro.
O fato é que hoje me envergonho das vezes que chorei por algo que sempre tive: Felicidade.
Bem, o vento ainda sopra, mas em outra direção. Sou uma pessoa melhor, mais feliz. Hoje percebo, e agradeço muito tudo o que me contempla e que me cerca ao redor. Sem falar que no momento deslumbro da companhia de um amor verdadeiro. Um amor para a vida inteira.