Sexta-feira, Maio 25, 2007

Despetalado 2.0

Eu já nem sei mais o que me orienta, nem o que fere minhas feridas. Tento sempre buscar no fundo daquele bauzinho que fica no fundo da alma, as coisas boas que só eu tenho e que eu conheça. Mas essas coisas só escapam...
Nada de fazer sentido, quero que tudo seja sentido. Nem direção eu sei tomar, pedaços de mim voam para qualquer lugar. Estou no momento com pressa, mas logo ficarei angustiado. O que estou vivendo "pelarmodeDeus"? A tristeza de estar triste me entristece, a falta daquilo que não lembro faz falta, e o doce sem açúcar só pode ser ser salgado.
O que fazer então?
Tudo que penso, planejo, devaneio me persegue. Pairo em nuvens que se conflitam com outras nuvens. Os raios da intolerância são minha fraqueza. Nada do que eu possa ver vai me trazer luz... nesses momentos. Nem o que eu tocar, seja frágil ou não...
Minhas pétalas ainda estão soltas, nesse vácuo de solidão, nessa força gravitacional que puxa. Tenho certeza que meu ser ainda está em busca. De algo? Adoraria saber.
Mas uma coisa tenho certeza, as águas de março nada têm a ver com isso...
Minha felicidade? Um feijão saltitante no meio da água salgado do mar. O que isso tem a ver? Nada, completamente nada... Nem mar tem aqui.

[originalmente escrito em 07/03/07]

PS: Um texto antigo. Não reflete o que sinto agora. Ao contrário (risos), minha felicidade está sem tamanho
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