Coisas bonitas
Adoraria falar sobre coisas bonitas, tocantes e emocionantes. Ser detalhadamente intenso e mostrar a beleza no flutuar das letras. Porque todos gostamos de coisas bonitas, daquelas que enchem de paz o coração, nos mostram realidades, e nos fazem abrir os olhos muitas vezes. Coisas bonitas que podem ser bastante incentivadoras, elevadoras de estima, carinhosas; ou remédios para dor de cabeça, traços de caneta, músicas tocando, doces de festa junina ou laço em cabelo de mulher. As coisas bonitas perdem-se nas folhas caídas ou levadas pela força da brisa, se enxugam pela areia fofa, aquietam-se pelos cantos de sabiás, ou se sustentam nas asas de um beija-flor. Dormem nas cobertas da noite, acordam juntas com o nascer do dia, nascem nos jardins, morrem no sorriso e afloram-se em corações humanos.
Queria poder contar, pintar, pensar, fazer, receber, dar coisas bonitas. Coisas que iluminam corredores escuros de nossa alma; desobstruem as ruas da ignorância, que limpam o pensamento racista, e que dá paz a um mundo caótico. Queria poder plantar coisas bonitas e colher bons frutos da amizade, da felicidade, da sinceridade, e generosidade, além de muita saúde. Coisas bonitas, que se escondem no arco-íris, no olhar infantil, apaixonado, amigo. Que são slogans de empresas, ingredientes de um bolo, folhas de um caderno, matam sede e satisfazem a fome.
Queria poder falar de coisas bonitas de forma mais bonita, não para agradar, mas para sentir-me bem. Poderia compor um poema bonito, ouvir uma música bonita, emocionar-me com coisas bonitas ou admirar uma linda pessoa. As coisas bonitas esvoaçam-se pela respiração, se embriagam com as emoções, com os sofrimentos. Pulam pequenos abismos, vestem-se das roupas do destino, fogem dos maremotos da intolerância, pacificam-se nos olhos de uma criança.
Coisas bonitas podem estar até nas coisas feias, nos avessos da imaginação, no escuro da concepção, na cegueira do cego, na pintura de um afresco, no flerte de dois jovens.
Amaria ter todas as coisas bonitas, senti-las, admirá-las, enquadrá-las, tê-las como companhia...
Mas eu jogaria todas as coisas bonitas fora para simplesmente ter a companhia de uma mulher. Porque uma mulher guarda consigo as coisas mais bonitas do universo.
Queria poder contar, pintar, pensar, fazer, receber, dar coisas bonitas. Coisas que iluminam corredores escuros de nossa alma; desobstruem as ruas da ignorância, que limpam o pensamento racista, e que dá paz a um mundo caótico. Queria poder plantar coisas bonitas e colher bons frutos da amizade, da felicidade, da sinceridade, e generosidade, além de muita saúde. Coisas bonitas, que se escondem no arco-íris, no olhar infantil, apaixonado, amigo. Que são slogans de empresas, ingredientes de um bolo, folhas de um caderno, matam sede e satisfazem a fome.
Queria poder falar de coisas bonitas de forma mais bonita, não para agradar, mas para sentir-me bem. Poderia compor um poema bonito, ouvir uma música bonita, emocionar-me com coisas bonitas ou admirar uma linda pessoa. As coisas bonitas esvoaçam-se pela respiração, se embriagam com as emoções, com os sofrimentos. Pulam pequenos abismos, vestem-se das roupas do destino, fogem dos maremotos da intolerância, pacificam-se nos olhos de uma criança.
Coisas bonitas podem estar até nas coisas feias, nos avessos da imaginação, no escuro da concepção, na cegueira do cego, na pintura de um afresco, no flerte de dois jovens.
Amaria ter todas as coisas bonitas, senti-las, admirá-las, enquadrá-las, tê-las como companhia...
Mas eu jogaria todas as coisas bonitas fora para simplesmente ter a companhia de uma mulher. Porque uma mulher guarda consigo as coisas mais bonitas do universo.






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