Segunda-feira, Maio 29, 2006

Razão de Viver - Capítulo Final

VIVER: A Escolha Certa.

Naquela casa logo no início do bairro, vive um jovem homem, alegre, cheio de vida, muito amigo e legal, sincero e leal, com alma boa e de boa índole. Apesar de ser bem tímido, ingênuo e com uma natureza reservada, ele se dava bem com todos. Embora fosse muitas vezes incompreendido e algumas coisas o fizessem entristecer, ele nunca baixava a cabeça. Com uma mente mais madura, um conhecimento bem mais amplo, ele agora consegue notar as verdadeiras razões de viver. Por isso está feliz.

- Por Um mundo Melhor!
Aquela exclamação daquele jovem homem com seus 20 anos era súbita. Antes por um tempo ficou preso em seus dilemas, o que causou certa tristeza. Agora caminha feliz. Aos poucos ele foi readquirindo a grande satisfação que tinha em apreciar as coisas simples da vida. Mais maduro e um ser humano melhor, ele agora compreendia muita coisa. Os últimos cinco anos foram professores do seu espírito. Cada dia lhe serviu para o aprendizado da alma, cada minuto, cada segundo. Com alma renovada ele novamente supriu tudo que contemplou desde a infância até o rigor de seus 20 anos. Seu caminhar era firme, e ostentava o grande prazer de existir. Via nas coisas simples a grande razão de viver. Era algo único pra ele, pisar na terra molhada, sentir a chuva lhe tocando a face, o vento lhe acariciando, o carinho dos animais, e o doce respirar da vida. O amanhecer de todos os dias era tão lindo quanto àquele da sua criancice, as belezas naturais a cada dia ficavam mais radiantes, o sol ganhava mais energia, os pássaros voavam e cantavam divinamente, os rios transpareciam pureza, o meio ambiente parecia estar vivo, a noite ficava mais mágica a cada dia, as estrelas brilhavam vida, as flores aspiravam aromas cada vez mais fascinantes, a vida ganhava mais sabor, mais alegria, muito mais propósito; existia então infinitas razões para se viver feliz. Apesar de ainda existir a desumanidade, o rapaz aprendeu a ver somente o outro lado, o mais belo. Percebeu que se fizesse sua parte e chamasse mais amigos, para transformar o mundo num lugar melhor de se viver, ele morreria feliz. Sua razão de viver era agora profundamente admirável, mas não se limitava apenas à isso. Notou também nas amizades, na família, uma grande força capaz de lhe encher com muita alegria, felicidade e uma paz sem fronteiras. Cada sorriso, cada gesto, de bondade, de companheirismo, de amabilidade, de sinceridade, simpatia, de amizade, de integridade, e mais humanidade da pessoa, eram acolhedores da sua alma. Um abraço, um beijo, um aperto de mão, um olhar que diz tudo, a confiança depositada nele, eram algumas das coisas que lhe deixavam profundamente sensibilizado.
Realmente compreendia muito mais o porquê de viver, se sentia mais realizado. Embora ainda estivesse precisando aprender muito mais, consertar seus erros e defeitos, seus modos e comportamentos, ele sentia que estava mais feliz e mais humano. Era assim um rapaz que ainda tinha um bonito futuro pela frente. Ruma um caminho privilegiado, mas ainda com muitos obstáculos pela frente. E para ele, sua existência não é mais tão ínfima quanto lhe pareceu antes. Agora ele tinha certeza que a presença de cada ser humano era mágica e tinha uma importância ali, que cada um tinha o poder de ser feliz, principalmente se compartilhassem sentimentos verdadeiros uns com os outros. Para isso bastava abrir o coração e fazer a escolha certa: VIVER. E para isso sobravam razões.
-
O protagonista desse aparente conto se chama Alexandre Lucio Fernandes. Alguém que tem não uma, mas várias razões para viver.

FIM (?)

“Aos meus pais, aos meus irmãos e familiares, para todos os meus queridos amigos (virtuais e não-virtuais), que tanto me dão força para viver. E a todos que mesmo indiretamente contribuíram para eu ter essa vida saudável e feliz. Valeu por existirem. Um grande abraço para todos que marcaram e ainda marcarão para sempre minha tão valiosa existência.” (ALF)

Terça-feira, Maio 23, 2006

Razão de Viver - Capítulo 3

Uma Alma Ferida

Naquela casa logo no início do bairro, vive um adolescente alegre, cheio de vida, muito amigo e legal, sincera e leal. E apesar de ser bem tímido e com uma natureza reservada, ele se dava bem com todos. Embora alguns amigos acabassem, involuntariamente ou propositalmente, fazendo ele sofrer, ele sempre gostou de todo mundo, independente de qualquer coisa. A cada dia aprendendo novas coisas, ele ruma a um amadurecimento respeitável. Tudo ainda de forma gradual. Enfim, caminha feliz.

- Triste. Simplesmente lamentável!.
No auge de seus 15 anos, agora com um vasto conhecimento, e com uma visão mais ampla de tudo esse jovem se tornou uma pessoa extremamente confiável, sincera e de alma boa. Embora muitas vezes seja infantil, e continuar um tanto reservado, ele ainda se dava bem com todos. E a sua sensibilidade não diminuíra, mas já mantinha um aspecto diferente a outras épocas. Continuava maravilhado com as coisas simples da vida, mas não era da mesma forma, agora tinha um misto de admiração e revolta. As belezas das paisagens sempre lhe enchiam os olhos, aquelas, relvas, jardins, os rios e tudo mais. Só que ele notava gradualmente a habilidade que o Homem tinha em destruí-las. Por mais que fossem belas e incomparáveis, existiam pessoas que não se importavam e não faziam o mínimo esforço para extingui-las. Aquilo lhe feria demais. A triste realidade para aquele jovem era inaceitável e horrível, e se tornou mais forte quando percebeu que a própria humanidade também se feria. Aos poucos via a verdadeira face de muitos humanos. Havia quem matava, roubava, destruía lares, e executava maldades repudiáveis. Era a pedofilia, a prostituição infantil, o trabalho infantil e outras formas de escravidão, a falta de moral, ética, o não cumprimento da cidadania, o pouco respeito mútuo, o mau atendimento em órgãos públicos, enfatizando hospitais, a educação precária, a fome, a guerra e etc., e tudo isso o deixava extremamente triste. O caos no mundo o feria mortalmente. A razão de viver diminuíra.
Diminuiu sua atenção às coisas lindas da vida, fechou a alma, mas continuou vivendo normalmente, estudando, sorrindo, fazendo os outros felizes, mas não era a mesma coisa, havia aquelas feridas lhe causando dor e revolta. Desejou um dia recuperar a grande contemplação que sentia pelas belezas da vida, dos firmamentos, do azul do céu, do estrelado da noite, o som da natureza, do tão fortificante amanhecer, e em geral da criação divina.
Agora caminhava cabisbaixo e confuso. Embora feliz, não completamente, lamentava ter descoberto aquilo. Buscou força nos amigos, procurou ser mais presente e mais companheiro, mais espontâneo com si mesmo, e mais humano. Aquelas feridas jamais cicatrizariam, portanto, marcariam para sempre sua ínfima existência.

>> continua...

Quinta-feira, Maio 18, 2006

Razão de Viver - Capítulo 2

Novas descobertas

Naquela casa logo no início do bairro, vive um garoto alegre, cheio de vida, muito amigo e legal, e sincero. E apesar de ser bem tímido e com uma natureza reservada, ele se dava bem com todos. Embora alguns amigos acabassem, involuntariamente ou propositalmente, o fazendo sofrer e chorar, ele sempre gostou de todo mundo, independente de qualquer coisa. Com uma vida saudável, sempre teve até ali muitos amigos e muita felicidade.

- Ei vem aqui olhar!
Corria exasperado para ver aquela paisagem. Agora com 10 anos, o garoto não aparentava muitas mudanças, exceto no comportamento e em seu interesse com as coisas simples que lhe rodeavam. Era agora muito mais intenso e direcionado a diversas outras maravilhas. Apesar de a escola tomar um tempo seu, diga-se necessário, ele jamais perdera o interesse pelas coisas simples do mundo. Ainda era um garoto reservado, e bem diferente de muitos outros amigos seu. Mais junto de seus amigos, ele procurava mostrar as coisas que lhe admiravam a eles, mesmo que em sua maioria nem ligasse. A cada dia seu interesse por aquele firmamento do dia, daquela divina luz do sol, daquela beleza natural crescia incessantemente. Mas o advento de novos conhecimentos, uma nova visão do mundo abria seus olhos. Começava a ver o quão é imenso toda a beleza do mundo.
- Me diz, quando poderei ver tudo de perto?
Apesar de tudo ainda era absorto a algumas coisas. Nunca imaginara que as dificuldades eram imensas para se chegar até certos lugares. Era preciso dinheiro para viajar. Ainda assim se contentava em vislumbrar por fotos, televisão ou outras formas de ilustração. Admirava agora não só o amanhecer, o dia, os pássaros. Espantava-se com as belezas naturais de alguns países e do próprio Brasil. Encantava-se com as montanhas, os rios, o mar, as florestas. Percebia de forma enaltecedora a diversidade dos lugares, as várias etnias, os inúmeros povos e culturas. Enfim, agora começava a compreender, ainda não completamente, a magnitude daquele mundo e toda a sua formosura. Contagiava-se, se alegrava, simplesmente sentia mais força para viver, sorrir, cantar e dizer para todo mundo que ficava extremamente contente em estar ali vivendo. Toda essa grandeza de sua descoberta marcaria para sempre sua ínfima existência.

>> continua...

Segunda-feira, Maio 15, 2006

Razão de Viver - Capítulo 1

O Amanhecer

Naquela casa logo no início do bairro, vive uma criança alegre, cheio de vida, e apesar de ser bem tímido e com uma natureza reservada, ele se dava bem com todos. Embora alguns amigos acabassem, involuntariamente ou propositalmente, o fazendo sofrer e chorar, ele sempre gostou de todo mundo, independente de qualquer coisa. Basicamente sempre teve uma vida extremamente feliz.

- Já? Hora de acordar?
O garotinho acordara super disposto. Com seus parcos 5 anos de vida, sempre parava e ficava à mercê dos raios de sol. O envolviam de maneira teatral, com uma luz sem igual e um eco filosofal. Sempre espantado àquilo tudo, ele simplesmente admirava, sorria, pulava de alegria
a cada amanhecer. Sempre atento ao mundo ao redor, observava cada coisa, cada detalhe. Esquecia do café da manhã de escovar os dentes, da mãe e de tudo. A coesão daquele mundo lhe dava força, energia. Seu amanhecer sempre era assim divino e gracioso, e então se sentia voando nessa plenitude, sentia a cálida força dos ventos e a quietude da natureza, o canto único dos pássaros e o doce respirar do ar puro.
- Mamãe, porque o mundo é tão belo? De tonalidade singela ele perguntou à mãe.
- Filho, Deus fez assim.
- Poxa, não sei quem é esse Deus, mas ele desenha bem né?
Com tamanha ingenuidade ele respondeu naturalmente à mãe, que acabou se sensibilizando.
Na verdade o espanto, misto de admiração pelas coisas sempre foi uma característica dessa criança. Os momentos desses êxtases eram intermináveis. Desejava que um dia pudesse descrever tudo aquilo que contemplou na vida, seja em forma de desenhos, expressões ou escrita. Sempre sonhador, fulguravam em sua mente diversos futuros prováveis para ele. Nessa sua fase o amanhecer de seus dias sempre foram admiráveis, únicos e imortalizados. O despertar de cada dia era esperado ansiosamente por ele. O amanhecer daquele mundo marcaria para sempre sua ínfima existência.

>> continua...

Quinta-feira, Maio 11, 2006

Em Homenagem

Hoje, quinta-feira,11 de maio, é um dia especial. Dia esse de uma pessoa mais especial ainda. E que sem dúvida eu estou aqui por causa dela. Ela é a Dona Marlene, minha saudosíssima mãe. Completando 60 anos hoje, essa mulher guerreira, batalhadora sempre foi uma mãe perfeita, junto com meu pai, cuidou com muito carinho e amor, de 4 homens, um deles eu, o caçula. Sempre esbanjando vida, energia, ternura, ela cativou todos nós. Soube nos passar lições de vida, nos acalentar com seus beijos, seus abraços, e acima de tudo soube transparecer a importância da família e a nossa união. Ela lutou e ainda luta muito por nós, muito mesmo, aprendemos, erramos diversas vezes, mas ela estava lá pra consertar as nossas dúvidas, as nossas angústias e suprimir nossas dores, e sempre sabia nos entender. Reprimiu-nos quando era pra fazer, aconselhou nos momentos certos, ensinou o necessário, e nos colocou no caminho certo. Se hoje somos pessoas idôneas, pessoas dignas, íntegras e humanas, capazes de separar o certo do errado, entender as facetas da vida e perceber a importância da amizade, do respeito mútuo, da alegria compartilhada, do conhecimento, e da grande paz ao redor, devemos à ela, mãe direita, carinhosa e amorosa. Sempre presente e amiga, é uma mulher de fibra e com muita força para viver.

Eu devo muito à Dona Marlene, ela foi um alicerce para mim, e hoje me torno uma pessoa melhor a cada dia, devido à sua presença e ao seu grande amor por mim. Queria eu poder agradecer tudo que ela fez por mim. Eu fico até sem palavras agora para poder definir realmente o que sinto por ela. Eu simplesmente a amo do fundo do meu coração. Em véspera do dia das Mães, eu a reverencio, ela que assumiu com louvor essa tarefa árdua, mas bem recompensadora. Ela é minha jóia preciosa de valor inestimável.

“Mãe, você é única, valeu por tudo, valeu por ser essa mãe afetiva que é, carismática, e infinitamente exemplar. Se existe uma pessoa que exprime toda a minha razão de viver, é justamente você”. Feliz Aniversário!!!"

Com prévia de domingo, aqui deixo também minhas sinceras congratulações para as mães que existem no mundo. A importância dessas mulheres é inquestionável. Indubitavelmente somos agraciados com a presença delas.
E para você que tem mãe, valorize-a muito, afinal mãe é uma só e Infelizmente nem todos têm uma mãe.

PS: o meu pai, ah ele sem dúvida contribui muito também, mas aí já é outro capítulo da história. O dia dele chegará. Aguardem.

ALF

Terça-feira, Maio 09, 2006

Terças e Quintas

Obs: Esse é um texto explicativo e não um post propriamente dito (ou pelo menos não completamente).

Obviamente hoje é um texto de terça. Mas porque um “texto de terça”? O fato é que eu sigo uma organização, ou pelo menos tento, aqui no blog. Não sei se alguém nota, mas costumo postar nas segundas, sextas e quartas respectivamente de toda semana. Os textos de terças e quintas são raros, digamos excepcionais. Às vezes por ser um feriado na segunda ou sexta, outras por simplesmente querer postar nesses dias justamente pela característica perceptível: “ah, é um texto de terça esse”; “ah tem cara de quinta”. Na verdade não sei definir, mas só posto excepcionalmente nesses dias quando se é um dia especial, ou por qualquer motivo de força maior. Nesse caso, eu não publiquei ontem pelo fato de não ter tido tempo. E meu texto de “segunda” prontinho fica pra próxima.
Meus textos de terças em sua maioria foram publicados em dezembro, talvez por ser o mês de inauguração, ficou meio desordenado, além de ter a maior quantidade de posts de todos os meses até agora. As terças têm revelados textos bons. As quintas tem sido fracas, e até hoje só publiquei dois textos. O da última 20 de abril foi um texto legal, e postei nesse dia devido ao feriado de Tiradentes. O outro não quero nem comentar, foi um dos piores textos que já escrevi nesse blog (por sinal se encontra em dezembro). Sábados e domingos nem rolam, sabe, são dias de “festa” e além do mais nem tenho internet.
Ah, mas você se pergunta, então como posta? Ora bolas, do trabalho, claro que quando arranjo uma brechinha, ou quando o expediente acaba.
De fato quero continuar seguindo minha organização, e como já disse, quando posto terça ou quinta é porque tenho um motivo de força maior. E já antecipo que quinta terá um texto (se der tempo claro). E garanto, é um dia especial.

E já que não pude por um texto decente aqui, deixo um link pra um texto de arquivo meu. Quem quiser ler fique à vontade:

Um Filme Sem Ensaios

ALF

Quarta-feira, Maio 03, 2006

Reclamar? De Que?

Por vezes já fiquei triste ou chateado com a vida, e às vezes me maltratava, reclamava e proferia asneiras. O fato de acontecer coisas que me deixavam (e ainda deixam) desiludido, ferido fisicamente ou espiritualmente, me atacavam de forma cruel; Ficava transtornado, o que acarretava em um choro futuro, de um extravaso dos meus sentimentos de raiva. Qual era o principal culpado? A Vida ou Deus.
Mas não é só comigo. Percebo hoje que muitos relacionam essas intempéries com a vida. Ah, é a vida, tudo é a vida, a culpa é de Deus. Aí vêm as seguintes indagações: “Porque Deus é assim?”; “Porque ele fez isso comigo?”; “Deus não existe”; “Que merda de vida”; e etc e tal. Mas convenhamos que coisas do tipo, são irracionais, pelo menos eu acho assim. Quando a mim faltava maturidade suficiente para repensar minhas ações, também extravasava assim, mas hoje não. Aprendi com a própria vida de que tudo não são flores, e os caminhos somos nós que percorremos. Os obstáculos, as feridas, as tristezas, os erros são coisas inevitáveis, e acho eu, necessárias, pressupondo que evoluímos mais com os erros e baques levados nessa caminhada.
Hoje em dia tenho uma visão maior sobre as coisas, sou muito mais coração aberto, e fazendo uma análise geral de tudo, eu tenho uma vida pra lá de feliz.
Se eu tenho problemas, quem não tem? Se alguma coisa aconteceu de errado, ou simplesmente não foi como devia ser, pense em quantas pessoas não estão na rua travando verdadeiras batalhas para sobreviver, encarando problemas 100 vezes pior que o seu. Se você culpa a vida, olhe direito e veja que a vida para alguns, é bem pior que a sua. A fome atinge milhares de pessoas, a solidão, a miséria, o desemprego, entre outros. Só porque acabou com o namorado (a), ou foi derrotado em algum jogo, você vai ficar em lamúrias? Simplesmente por seus pais terem te impedido de fazer algo (pelo seu bem), ou por serem carrancudos chatos, rígidos e etc., você os culpará pra vida toda, ou ter raiva deles por besteira? Saiba valorizá-los, os pais nem sempre concordam com o que queremos fazer, mas respeite-os e veja que eles só querem o melhor pra nós. E depois, quantas pessoas estão órfãs pelo mundo e nem um pai pode abraçar? Reclamas de que então? Do pouco conforto, da vida ingrata, daquele amigo inoportuno que te enche o saco, do time adversário, da doença que te contagiou, de Deus, das poucas oportunidades que a vida lhe dá? Besteira! Somos nós que buscamos nossas oportunidades, nós que caminhamos com os nossos próprios pés. Reflitamos direito.
Se você tem casa, agradeça, tem família, ótimo, e se tem amigos, melhor ainda, não passa fome, dê graças a Deus, tem um emprego, que bom. Meu amigo, você quer mais o que? Carro, uma casa de praia, uma lancha, dinheiro e mais dinheiro. É isso? Assim sua vida será perfeita e feliz não é? Quando tudo dá certo, Deus existe e a vida é uma dádiva. Triste engano. Não é assim que se vêem as coisas.
Conheço pessoas assim, que se moem por qualquer coisa, reclamam de tudo, em sua maioria por besteiras, sem um mínino de vergonha. Hoje eu mudei muito, e tenho um pensamento totalmente diferente. Minha vida é extremamente feliz. Quando vejo que pessoas vivem piores que eu, percebo o quanto sou agraciado. Tenho muitos amigos, uma família excelente, pais maravilhosos. Nunca tive tantos obstáculos na vida, mas decerto que sofro muitas vezes por algumas particularidades, mas são fatos naturais que podem acontecer com qualquer um. Aprendi a ser mais tolerante com a vida, aprendi a olhar direito a verdadeira face da vida. Não choro, sorrio. A vida que eu tenho é muito boa e agradeço a Deus todo dia.
Só tem uma coisa que eu reclamo com gosto. O fato de não ser uma pessoa como eu gostaria que fosse. Adoraria ser melhor e estou lutando para isso. No mais não tenho nada para reclamar. Espero que você também não.
Abraço.


_
ALF