Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006

Morte Poética

O gótico admirável, alusivo, intermitente, me causa arrepios. Minha visão do mundo se enaltece a cada segundo, e a morte subjetiva me toca fatalmente. A transitividade das coisas se tornam grotescas, e inadvertidamente me enclausuro em dúvidas irreais e utópicas. Quando poderei sentir o que não posso sentir, ou ouvir o que não se pode ouvir, falar o que não posso falar, lembrar de algo sem a mesma ter existido, ou ver o que não se pode ver? Quando? Essa prenuncia de morte me ataca de uma forma debilitante, e as sombras em sua vil existência me engalfinham. Meus medos tomam conta de mim, os piores pesadelos se materializam, e chegam sorrateiros, cautelosos, então me atacam ferozmente, desferindo golpes efêmeros, mas sangrentos para a alma. A minha psique simplesmente paralisa, e o tempo com sua garras me ferem. Sinto que o meu mundo me afasta lentamente da realidade. Os amores que perderei, meus amigos que deixarei, as conquistas que nunca terei, os obstáculos que nunca vencerei, os erros que nunca errarei, os acertos que nunca acertarei, os sorrisos que não sorrirei, os gritos que não gritarei, a velhice que nunca terei, ou os filhos que nunca nascerão. Essa função poética das coisas se alteram e a simultaneidade que presencio entre a morte e a vida são causticantes. Só me resta calar, fechar os olhos, deitar, evitar, esquecer, me limpar, e pensar no que virá. Simplesmente me deixo morrer, para assim quem sabe realmente viver.

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ALF

Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006

Carnaval: Raiz Brasileira

Nessa época sempre há a correria, os trabalhos apressam, as angústias aumentam e o sangue sobe à flor da pela. Quem pula carnaval, sabe o que digo. Muitos devem receber seus salários nesse dia 24, devido ao recesso de carnaval. Então a festa será das boas. Chegar na rua, dançar, se divertir, beber, e beijar muito, se fantasiar, cantar, gritar, enlouquecer, e em curto e grosso, se divertir. Ah sim, torrar muito dinheiro, e escoá-lo pelo ralo. Os brincantes estão aí, de todas os tipos, raças e cores, idades e rostos, e buscam o mesmo objetivo, pular o carnaval. As cidades param, o Brasil para e todos vão para a rua. Existem os que vão para a rua só olhar, apreciar as belas festas, admirar como a diversão é estonteante e atraente, e acabam levando suas famílias, vão para a arquibancada, deliram ao ver as escolas de samba, como se aquele momento fosse único e hipnotizante. Aqueles que não gostam ficam em suas casas apreciando os belos desfiles do Rio e de São Paulo, choram, torcem, gritam, se admiram pelas belezas exóticas das escolas de samba e os lindos enredos, geralmente baseados em histórias da cultura brasileira.
Não precisa muito para fazer um folião aderir ao carnaval, afinal a festa é envolvente, fascinante. A beleza do carnaval está nessa visão, e é fato notório que esse estigma do Brasil é benéfico, tanto internamente quanto externamente. A socialização das culturas também está muito ligada à evolução do carnaval ao longo dessas décadas, tanto que se nota que diversos pontos do Brasil brincam de formas diferentes, praticam as tradições deixadas com o tempo, usam vestimentas próprias, e "pulam" na verdadeira história do Brasil. É prazeiroso notar o quanto o Brasil é rico em culturas e grupos socias, assim entende-se o porquê da frase clichê: "país de contrastes". E o volume de turistas que visitam o país nessa época do ano é sempre enorme, e isso demonstra o quanto somos valorizados e prestigiados. Em suma , essa diversão anual é mais que diversão, é um evento que simboliza as raízes do Brasil. Se tornou uma identidade patriótica.
Posso não gostar de brincar (e o carnaval aqui não é dos melhores), mas admiro, e respeito quem brinca. E contudo, tenho orgulho em dizer que essa festa é a cara do Brasil.
A todos um ótimo Carnaval.

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ALF

Segunda-feira, Fevereiro 20, 2006

O Prazer de Estudar

Estudar sempre foi importante. O saber assimilado com o prazer e a satisfação nos enaltece, nos alegra, nos libera, faz-nos angariar novas descobertas, novos conhecimentos, adquirirmos novas visões, opiniões, e nosso nível culto se nivela, e então nossa realização pessoal chega a um ápice. Acho que quem entende compartilha da minhas idéias. Ao abrirmos a mente para descobrirmos novos horizontes, novas rotas e caminhos para um futuro melhor, para uma formação íntegra, onde aprendemos a cultuarmos os valores mais importantes, ou quando assimilamos a história nossa ou da humanidade em geral nós adquirimos uma força enérgica, incapaz de se medir. Estudar é muito mais do que se esforçar para tirar uma nota dez, ou ansear o diploma. É se socializar, discutir, debater, criticar, descobrir, aprender, e ensinar. O prazer é indiscutível, e hoje não se pode negar o fato que o conhecimento é algo importante sim. Por mais que tentamos torná-lo intermitente, essa coisa de estudar ganha força a cada segundo de sua vida, na hora de se opinar, se comunicar, ou arranjar um emprego. O mundo hoje é cheio de obstáculos, e as concorrências nas questões profissionais estão se lacrando, quase limitando àquelas pessoas que mereceram estar lá e que batalharam muito, devido também a uma grande formação do saber. Não precisamos nos tornar Einsteins, para que nossos trabalhos sejam tão criativos e geniosos quanto, nem virarmos parasitas para que assim, nos desprezem e nos acolham por piedade. Basta sermos nós mesmos, sempre usando o máximo de si, fazendo o que se sabe, e tudo aquilo que está ao nosso alcance. Não há vitória maior senão a própria realização em cima do que aprendemos. Força de vontade, sempre. O prazer de estudar está ligada ao prazer de viver, portanto, vivemos nessa corrente, nesse mar de sabedoria. Isso é um valor sem fronteiras.
Eu depois de três anos estagnado, eu volto a entrar numa sala de aula. Sinto-me muito feliz, é um sonho conquistado. A satisfação é imensa, e minha auto-estima cresceu muito ao adentrar a universidade. Muito prestigioso estar lá, ao redor de futuros profissionais, o futuro do país, entre jovens e pessoas mais velhas. Poder contar com os professores, socializar nossas idéias, discutir, compartilhar opiniões com os outros colegas, nos unirmos para terminar um trabalho, crescermos juntos nessa caminhada, sempre aprendendo mais, revitalizando nossa capacidade de pensar, agir e viver se tornam coisas essencias para uma vida saudável. É um prazer inestimável.
Mas independente de se estar numa sala de aula, devemos procurar saber mais. Não acho que só se deve agir assim quando se está numa escola ou universidade. Aprender nunca é demais, e é essencial para termos uma vida melhor. A cada segundo aprendemos alguma coisa, estudamos inconscientemente, desde quando ouvimos nossos pais, recebemos conselhos carinhosos de amigos ou outros familiares, quando somos apoiados, incentivados, ou apontam nossas falhas, quando erramos, acertamos, refletimos, quando estamos doentes, presenciamos lições de vida, valorizamos nossa história, ou até quando brigamos, xingamos, e ferozmente ferimos nossos semelhantes, ou quando falamos quando não se deve falar, calamos quando se deve falar, e se ajudamos, procuramos admirar, saber que o saber é íntegro, puro e inovador, incentivador e muito bom para uma evolução do espírito. Ninguém é melhor que ninguém, nem eu sou tão inteligente, nem tão burro, nem você é tão burro, nem tão inteligente, somos o que somos dentro de nossas capacidades. O nosso prestígio é esse. O conhecimento nos faz melhores, mais humanos e amigos de si e dos outros. Eu posso afirmar que para mim é saudável estudar, e esse prazer ninguém tira de mim. Sim, às vezes sou muito dramático, mas sou muito feliz. Então seja feliz que nem eu. Leve consigo o meu incentivo, e apoie essa idéia. Agora eu garanto com letras garrafais: ESTUDAR ME FAZ FELIZ!


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ALF

Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006

Apostasia do Amor

Sinceramente me algemo, crio muros e mais muros, mas meu desejo me denuncia. Sou fraco, incapaz de me soltar completamente de uma prisão. Porque tento e tento e não consigo me afastar das tentações. Da minha mente não consigo afastar lembranças que me fazem sofrer. De um lado conflito-me com o desejo de esquecer o amor, do outro sou levado a crer que cultivá-lo seria o melhor pra mim. Não é segredo o fato de que estou amando, mas talvez o amor pra mim seja muito obscuro, e também sinto-o distante. Tento renunciar, me libertar, mas essa apostasia nunca me preenche completamente. Algo no meu interior diz pra continuar com o amor, e é como se nada seria tão importante quanto amar. Esse sentimento nobre me envolve de uma maneira tão límpida, pura, que tem horas que fico aos prantos, outras me alegro. Podem não acreditar, mas o amor que me preenche é muito intenso. Eu, fico andando pra lá e pra cá, confabulando e divagando, e não sei que rumo tomar. Esses momentos chegam a ser tão contraditórios, que me assusta. Ora quero amar como se não houvesse mais nada, ora eu não quero, e afinal eu fico sem uma decisão. Essa minha apostasia do amor me faz sofrer muito, e claramente me sinto largado, abandonado. Na realidade, o sentimento de solidão também sempre vem junto. Minha confrontação espiritual me enfraquece muito, e agora nesse momento eu não quero renunciar ao amor, mas concumitantemente quero (estranho, não?). Talvez porque isso seja uma solução pra agora, para esse momento, mas e para o meu futuro? Sou um cara de dúvidas, por certo, mas creio que acharei uma solução saudável. E sinceramente, acredito que terei. Enquanto isso, procurarei da melhor maneira viver feliz.


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ALF

Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006

Diários de Bicicleta

Sonhos

"Não há nada como um sonho para criar o futuro."
Victor Hugo
Ilusão? Adoraria dizer que não, mas minhas elevações sentimentais estão se superando. Sempre fui um sonhador, um ilusionista mental, um doido catequético pronto para viajar no mundo da fantasia. Horas da noite, lá vai eu de volta pra casa (casa!?) voltando da facul, e meu sentimento de estupefação volta, radiante, embora fatal. Essas noites têm sido gloriosas, ah... e como. Meus momentos de descontração e viagem mental acontecem boa parte quando estou andando de bicicleta. Noto o mundo ao meu redor (que droga, só o mundo, mas os carros...um quase me atropelou um dia. Foi vacilo), as pessoas que andam (mesmo que tenha que presenciar algumas bizonhas) as estrelas que brilham. O vento que toca em minha fronte realiza desejos meus, mesmo que às vezes traga poeira para os olhos (o que não é um desejo meu), e cada pedalada soa como um pulso, uma corrente que me suga, e me faz viver (além de deixar minha perna superdolorida).
Sempre achei que podia voar nela (ui...et), mas engano-me. Sua ergonomia é admirável, me faz levitar, mesmo que alguns buracos me fazem pular, e cada desvio, cada acelerada me deixa tonto. Nessas horas, vaga na minha mente a mosca dos contos de fada. Pois sim, sempre me vejo como o herói, o mocinho que sempre luta com os mais variados e bizarros monstros afim de salvar a bela donzela do grande vil e desumano vilão, e depois ganhar seu beijo e viver feliz para sempre (o típico clichê dos contos infantis).
Puah! Que troço utópico. Talvez não deva ser assim. Sonhos, eu tenho e muitos (a maioria fantasiosos), mas o que me ataca nessas horas sempre são voltados para o meu futuro, minha família, e não obstante, o sonho de ter um ensino superior (esse eu iniciei a jornada recentemente) e... ter a minha própria família. Ah, sonho um dia encontrar a pessoa amada, a mulher da minha vida, a que possa me dar filhos lindos, inteligentes e amorosos. Esse último talvez seja mais dificil, e cada dia que passa eu me vejo com uma batina (supondo que seja minha vocação real: ser padre). Os solavancos, os desvios me revelam um mundo agressivo, supérfluo, incapaz de salvar si próprio, e que vive agonizando de dor (meus músculos da perna sentem muito, ahhhhhhh....). Cada giro da roda me faz esquecer os piores momentos (e junto vem sempre umas gotas de lama em mim, diabo de bike que não tem paralamas), e anseio nessa hora o grande acalanto da natureza, a paz total, a liberdade da alma. Sonho com um mundo melhor, onde todos as pessoas se abraçam, sorriem, gargalham, se ajudam, compartilham vitórias, derrotas, choram pelas mesmas razões e vivem unidos para sempre. Secamente me conformo com a minha irreal existência, largado no chão. Esse tipo de coisa parece estar tão longe, que fica irrisório brigar, ansear. Quando chego em casa, o filme acaba, então me recolho à minha infeliz realidade: eu não passo de um mero sonhador acompanhado de sua bike.


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ALF

Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006

Correntes Com Sangue

É fato que a escravatura em tempos antigos era algo vil e desumano, e feria todos os códigos morais e humanos que temos hoje. Também é fato que era algo legalizado, prática comum a civilizações (entre elas, colonizadoras) que precisavam de um suporte econômico - afinal a mão-de-obra era toda provinda deles. A escravatura no inicio servia para ajudar a governar e desenvolver os continentes, mas logo percebeu-se que podia se aproveitar mais com isso; diante disso o comércio de escravos virou rotina e lucrativo. Apesar de seu extremo valor comercial e por mais que fossem muito úteis o seu rendimento era baixo, visto que trabalhavam desestimulados, sabendo que não teriam propriedade sobre a produção e não teriam um aumento no bem-estar. Eram bichos, mercadorias, cujos donos podiam fazer o que bem entendessem sobre suas cabeças. É claro que sua origem étnica (negra) fortalecia o repudioso preconceito racial, e que seus comerciantes (brancos) eram auto-denominados superiores (o que é um absurdo). E a notória crueldade como tratavam o escravo era repugnante e horripilante. Por que deviam ser escravos? Porque eram inferiores? Por serem negros? A resposta, por mais que seja horrível (sim era por serem negros) só denota que o ser humano pode ser tão perigoso quanto um animal feroz. Infelizmente é uma dura realidade. Esse domínio sobre essas pessoas com o tempo foi causando muitas revoltas, e os movimentos abolicionistas vieram com força total. O brasil foi o último país das Américas a abolir a escravatura, e parte por pressão da Inglaterra. A história da escravidão é repleta de muito sangue, que foi jorrado por homens sem almas, autoritários, desumanos, que se julgavam melhores por serem de cor clara. Hoje na atualidade não muda muito a situação preconceituosa (apesar de ter amenizado em relação a tempos antigos) com humanos de outra cor. E desejo mesmo que o ser humano entenda de uma vez por toda que a cor não faz a pessoa, o que faz são suas idéias, caráter, atitudes, os ideais, seus valores pessoais, e acima de tudo sua integridade e honra. Muito triste mesmo saber que a história está manchada dessa maneira.


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ALF

Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006

Ela... Um Amor Pra Recordar

Não existe uma definição para o que sinto. É imenso, talvez infinito, incompreensível. A amo muito e ela sabe muito bem disso. Mas creio que não saiba que eu a ame TANTO. A realidade é que é impossível não esquecer ela. Lembro-me o tempo do recente cursinho, onde presenciava seu belo sorriso, sua beleza estonteante, seu imenso carisma, seu jeito ingênuo e faceiro e seu olhar revelador. Até hoje consigo sentir seu doce perfume, inconfundível, delirante, envolvente ao mesmo tempo misterioso (suspiro). A sua presença avassaladora me tonteava, me extasiava. Custa-me a acreditar que vivi tão perto de uma mulher incrível e linda. Inesquecível, foi na festa de formatura do Dom Bosco. Ela estava deslumbrante, o que me deixou estupefato, visto que ela conseguiu se tornar tão linda quanto já era. Ah... são tantas coisas para recordar. Acreditem, ela é fantástica, e consegue ser elegante até pra dar um “fora” (em mim... eu cheguei a falar o que sentia, o que foi uma surpresa, levando em conta minha extrema timidez). Sobre o fato não entrarei em detalhes, mas não foi triste, eu garanto. Até porque nunca me chateei por isso.
Mas agora, não preciso mais me esconder, fugir, e me evadir dessas emoções tolas cheias de ilusão. Choro pelos cantos lamentando o fato de não ter sido uma pessoa mais forte. Custa-me muito esquecê-la. Até sua chatice e implicância (acredite, ela tinha e ainda tem uma implicância de mim) me deixava admirado. Era inegável o fato de que eu estava e estou completamente apaixonado. Sim, hoje sou um tolo apaixonado que não pode amar. Ela simplesmente me fascinou, me deixou extasiado (até hoje) com seu ar angelical e sua aura sublime. Seu jeito glamouroso, seu jeito mulher, infantil mas apaixonante. Ainda não existem adjetivos suficientes para defini-la propriamente. Ela simplesmente é magnífica. Mas agora ando com meus sentimentos presos, enjaulados. Quando me libertarei?

Adoraria amá-la com toda minha força, sem medo, sempre estar perto, a escutar, dar carinho, receber carinho. Mas não posso querer isso, não posso amá-la. Não tenho o seu amor, eu tenho sua amizade. Eu nunca consiguirei exprimir em palavras o que sinto por Ela. Mas amo, a amo do fundo da minha alma. Isso basta.

Tentarei esquecê-la, mas digo que será uma tarefa difícil e dolorosa. Talvez minha maior fraqueza seja essa de amar verdadeiramente, e quem sabe melhoro se tentar não amar mais. E eu Espero que ela seja felicíssima, e que viva em paz. E isso me fará feliz também. Quanto a mim, continuarei no andar da caminhada, sem ter mais dúvidas de que ELA é só um amor para recordar.
"... Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim."
Carlos Drummond de Andrade
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ALF